Os golfinhos são alguns dos seres mais inteligentes do planeta. Entre as façanhas da espécie está a produção de linguagem própria e até o uso de nomes individuais pelo qual reconhecem uns aos outros. Saber disso aumenta ainda mais o choque das milhares de pessoas que têm acesso às imagens, que circulam na internet, da caça anual de golfinhos-piloto nas Ilhas Faroe, província autônoma da Dinamarca.
Durante esse evento macabro os golfinhos – também conhecidos como pilot-whale - são levados para areia onde são brutalmente assassinados. Depois de ser considerado uma espécie de rito de passagem da juventude, ultimamente o ato tornou-se uma espécie de evento esportivo praticado por rapazes da ilha. Assim como os aficionados das touradas, rinhas, rodeios ou farra do boi, seus moradores dizem considerá-la parte de sua herança cultural e incorporaram a carne em sua dieta por gerações.
Os muitos protestos do passado, com ataques diretos à população, apenas fizeram subir os números da caça, tornando-a mais uma questão de orgulho da comunidade do que uma busca por alimento. Como o ato se vale de uma brecha no acordo internacional que permite a caça dos mamíferos marinhos para “fins científicos” – a mesma usada pelo Japão e pela Noruega –, um dos caminhos de protestos mais recomendados é a ação diplomática (veja como agir ao final da matéria).
Os últimos estudos apontaram um declínio na quantidade de animais mortos justificados por uma diminuição da população humana da ilha. Já em dezembro de 2008 um novo fato veio agravar a situação para ambos os lados e pode até acabar com a caça: cientistas do próprio arquipélago descobriram que a carne dos golfinhos está contaminada com mercúrio, PCB (Bifenil policlorado) e DDT (Pesticida), substâncias de alta toxidade produzidas pelo homem.
Caça não é a única agressão do ser humano aos golfinhos da espécie
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